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Opep fecha 1º acordo de corte de produção desde 2008, diz agência

Decisão fez preços do petróleo e de petroleiras dispararem nesta quarta. Ações da Petrobras registraram alta de mais de 8% na bolsa brasileira.

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está reunida nesta quarta-feira em sua sede em Viena (Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters)Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está reunida nesta quarta-feira em sua sede em Viena (Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters)

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fechou seu primeiro acordo para corte de produção desde 2008, disseram a agência Reuters e o jornal Financial Times. A decisão fez o preço do barril do petróleo disparar nesta quarta-feira (30), assim como a cotação das petroleiras no mundo todo.

A decisão surpreendeu as analistas do mercado financeiro, que não tinha dúvidas se o grupo chegaria em consenso para cortar a produção.

Mesmo antes do fim da reunião, os mercados reagiam a notícia. O petróleo disparava mais de 7% nesta quarta, tocando máxima de US$ 50,03.

O acordo está em linha com a proposta da Argélia, de reduzir a produção de petróleo para entre 32,5 milhões a 33 milhões barris por dia, disseram autoridades que particparam a reunião ao Financial Times. O nível atual de produção é de 33,6 milhões de barris por dia.

De acordo com a Reuters, as reuniões dos países membro da Opep segue em meio a discussões sobre o tamanho do corte de cada país.

No Brasil, a ação da Petrobras chegou a subir mais de 8%, liderando as altas do Ibovespa. Apesar de a estatal ter se posicionado contra o corte, ela deve ser beneficiada pela alta dos preços do petróleo diante da redução da produção mundial.

Antes da reunião, o ministro de energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse que espera que os países produtores de petróleo que não são membros da Opep contribuam com uma redução adicional na produção de 0,6 milhões de barris por dia. Na lista de produtores não membros da organização, estão Brasil e Rússia, por exemplo.

O ministro de petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse que a Rússia já concordou em seguir o corte. "Moscou já concordou em reduzir a produção após a nossa decisão", disse Zanganeh.

preço do petroleo (Foto: G1)preço do petroleo (Foto: G1)